UnB Agência
COMUNIDADE - 10/05/2011
Funcionários terceirizados fecham RU
Eles reclamam de atraso no pagamento que deveria ter sido feito na sexta-feira. Sindicato vai entrar com representação no Ministério Público
O Restaurante Universitário não serviu almoço nesta terça-feira. O motivo foi uma paralisação dos funcionários terceirizados, cujo pagamento foi atrasado. O protesto era direcionado a três empresas contratadas pela UnB: Prestacional (serviços gerais e recepção), AST (servente de limpeza) e Monte Sinai. A diretora do RU, Cristiane Costa, afirmou que o jantar já está garantido.
O pagamento deveria ter sido feita na última sexta-feira. No total, são 522 funcionários da AST, 209 da Prestacional e 154 do Monte Sinai. De manhã, cerca de 80 trabalhadores terceirizados fizeram manifestação na reitoria da UnB. Eles foram recebidos pela decana de Gestão de Pessoas, Gilca Starling, e pelo decano de Assuntos Comunitários, Eduardo Raupp.
| Luiz Filipe Barcelos/UnB Agência |
| Cerca de 80 funcionários terceirizados subiram a rampa da reitoria em protesto |
Mauro Mendes, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), afirmou que vai entrar com representação no Ministério Público do Trabalho. “As empresas que atrasam o pagamento para além do 5º dia útil têm que pagar multa proporcional ao número de funcionários”, afirma.
ALMOÇO – Com a paralisação muitos estudantes que almoçam diariamente no local tiveram que mudar os planos. Lucio Gomes ficou surpreso com o fechamento, algo por que já passou nos seus 10 semestres na Engenharia Mecânica. “Achei que era mais uma greve geral”, disse. “Mesmo não gostando do fechamento, acho que é um direito dos funcionários”, acredita. Rousseau Medeiros, do 4º semestre de engenharia eletrônica, apelou para os brigadeiros vendidos em frente ao restaurante. “Infelizmente quem perde nesses embates são os estudantes, a parte mais fraca da universidade”.
Glenda Lopes, do 10º semestre de psicologia, teve uma decisão mais difícil. Como faz parte dos estudantes que almoçam o cardápio especial – voltado a hipertensos e diabéticos – acabou sem opções. “Não consigo achar algo parecido por aqui, e por falta de tempo temos que recorrer a salgadinhos e sanduíches rápidos”.
É o que fez Paulo Vitor, do 2º semestre do Direito. Ele almoçou em uma das lanchonetes que ficam em frente ao Ceubinho, que estavam com movimento bem acima do normal. Lá, pediu um sanduíche que leva hambúrguer, salsicha, bacon, entre outros ingredientes nada saudáveis. “Comer isso uma vez ou outra tudo bem, mas se prolongar fica difícil para a saúde e para o bolso”. Ele pagou R$ 6,50 pelo sanduíche. No Restaurante Universitário, pagaria R$ 3 pela refeição.
É o que fez Paulo Vitor, do 2º semestre do Direito. Ele almoçou em uma das lanchonetes que ficam em frente ao Ceubinho, que estavam com movimento bem acima do normal. Lá, pediu um sanduíche que leva hambúrguer, salsicha, bacon, entre outros ingredientes nada saudáveis. “Comer isso uma vez ou outra tudo bem, mas se prolongar fica difícil para a saúde e para o bolso”. Ele pagou R$ 6,50 pelo sanduíche. No Restaurante Universitário, pagaria R$ 3 pela refeição.
Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.
Nenhum comentário:
Postar um comentário