terça-feira, 31 de maio de 2011

UnB Agência, 31/05/2011: IP reclama de atraso em entrega de laboratório

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UnB Agência
INFRAESTRUTURA - 31/05/2011

IP reclama de atraso em entrega de laboratório
Equipamento de climatização não foi instalado. Pesquisas são prejudicadas

Thássia Alves - Da Secretaria de Comunicação da UnB



Estudantes e professores do Instituto de Psicologia protestaram nesta terça-feira, 31 de maio, contra o atraso na entrega do laboratório de Ciências do Comportamento. Em 2009, foi iniciado o processo de compra de um equipamento responsável pela climatização do espaço. Mas até hoje os aparelhos não foram instalados. De acordo com a Prefeitura do Campus, o equipamento será instalado até a seman que vem. Na próxima quinta-feira, estudantes e professores terão uma reunião com a Administração Superior para discutir o caso.

Em 2010, a queda de um raio danificou uma das partes do equipamento, a placa de controle. “A empresa disse que a UnB deveria ser responsável pelo que aconteceu e nós afirmávamos que a culpa era deles”, disse o prefeito Paulo César Marques. O caso foi levado à Procuradoria Jurídica da universidade que constatou que a empresa era a responsável. Na tentativa de acelerar a entrega do laboratório, a Prefeitura se comprometeu a comprar o equipamento. “Isso aconteceu em 8 de abril. Tivemos uma reunião com a professora Gardênia e demos o prazo de 60 dias”, conta Paulo César.

Para Gardênia Abbad, diretora do Instituto de Psicologia, o que foi acordado na reunião de abril é que o espaço estaria pronto para ser usado em 60 dias. “A Prefeitura entende que esse era o prazo para chegada dos materiais, para nós nessa data já estaríamos usando o laboratório”, afirma.  “A comunidade não quer mais esperar”. A professora diz que teve todo apoio da Prefeitura durante todo o processo de montagem do laboratório. “Eles limparam o espaço, fizeram perícias, deixaram as paredes pintadas, mas a empresa não fez o que prometeu”, afirmou.

Sem o espaço, Gardênia conta que os alunos acabaram fazendo pesquisas em uma faculdade particular. “Um professor nosso conseguiu que eles usassem os laboratórios do Iesb. É lá que eles estão pesquisando. Isso é muito vexatório”, disse. Apesar de não estar em condições de uso, ainda existem professores e alunos que usam o local. “Alguns docentes entraram com um processo de insalubridade. Se a gente não resolver, vai haver uma interdição”, conta a professora. Além da instalação do equipamento, é preciso realizar um limpeza nos dutos de ar e dar treinamento aos servidores que vão operar o equipamento.

A maior demanda dos alunos é por pesquisas. “No laboratório, podemos usar ratos e pombos como sujeitos experimentais. Mas com essas condições, não podemos mantê-los lá”, conta Kellen Lima, estudante de doutorado. Kellen fez o mestrado na UnB e para concluir sua dissertação foi obrigada a usar os laboratórios do Iesb. “Tive que coletar os dados para o estudo em uma instituição particular. Então, eu e meus colegas cansamos disso”, conta. “Se a instalação acontecer nos próximos dias, será ótimo”.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

UnB Agência, 02/09/2010: RU serve café da manhã

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UnB Agência

COMUNIDADE - 02/09/2010

RU serve café da manhã
Refeição custa o mesmo preço do almoço e é servida das 7h às 9h

Juliana Braga - Da Secretaria de Comunicação da UnB


O Restaurante Universitário (RU) começou a servir café da manhã nesta semana. O serviço é uma demanda dos estudantes e espera atender 500 pessoas por dia. A refeição custará o mesmo preço do almoço, que varia entre R$ 0,50 e R$ 5, e será servida das 7h às 9h nos refeitórios 5 e 6.

O restaurante oferece duas opções de cardápio: o padrão e o vegetariano. Em ambos haverá café, chá, suco natural e frutas. No padrão, será oferecido também leite integral e desnatado, pão francês com margarina e uma opção de proteína, como ovos mexidos ou hambúrguer de carne assado. Já no vegetariano, leite de soja, pão francês integral e uma opção de pasta.

Por enquanto, o café da manhã será servido com um cardápio provisório. O RU aguarda a conclusão da licitação para geleias, polpas de frutas para aumentar as opções de sucos e proteínas como presunto. Também serão comprados utensílios próprios, como pires e xícaras. O atraso aconteceu porque o vencedor da licitação desistiu do contrato e o RU teve de chamar o segundo colocado.

A diretora do RU, Cristiane Costa, optou por começar o servir o café da manhã mesmo com o cardápio provisório não interromper o serviço para os moradores da Casa do Estudante Universitário (CEU), já que o contrato com a empresa que oferecia a refeição acabou no dia 31 de agosto. “Preferimos começar o serviço logo para todos com o que já tínhamos e ir complementando com o tempo”, explica. A previsão é de que até o início do próximo semestre as licitações estejam concluídas.

O café da manhã já era uma demanda antiga dos estudantes. “Toda vez que havia um congresso, por exemplo, os alunos pediam o café da manhã”, conta Cristiane. Mas nos dois dias em que está sendo oferecido, muitos servidores também foram ao RU pela manhã. A previsão é de atender até 500 pessoas por dia. Nesta quarta-feira, 1º de setembro, segundo dia de funcionamento do RU pela manhã, cerca de 120 tomaram o café.

O cardápio será disponibilizado no site do RU

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UnB Agência, 11/02/2011: RU ficará fechado para reforma de 14 de fevereiro a 20 de março

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UnB Agência

COMUNIDADE - 11/02/2011



RU ficará fechado para reforma de 14 de fevereiro a 20 de março
Parte elétrica será trocada para receber novos equipamentos. Caixa d'água e infiltrações também serão reparadas durante o período

João Campos - Da Secretaria de Comunicação da UnB


O Restaurante Universitário da UnB ficará fechado para reforma a partir desta segunda-feira, 14 de fevereiro, até o dia 20 de março, véspera do início das aulas. A parte elétrica da cozinha central será trocada para receber novos equipamentos e outros pequenos reparos, como a impermeabilização da caixa d’água e o reparo de infiltrações, também serão executados no período que antecede o início das aulas do primeiro semestre de 2011.

A diretora do restaurante, Cristiane Costa, explica que a energia disponível no RU hoje não suporta a demanda dos novos equipamentos. “Trocaremos toda a parte elétrica da cozinha e vamos aproveitar para fazer outros pequenos reparos”, explica. “Vamos passar parte desses dias sem água e sem luz”, completa. 

Entre as novidades estão um ultra refrigerador (que congela as comidas prontas rapidamente), cinco fornos combinados (que combinam vapor seco e vapor úmido no preparo dos alimentos) e um processador para corte. “São equipamentos que vão trazer mais agilidade no preparo e mais qualidade na alimentação oferecida”, ressalta Cristiane. Segundo o contrato, a empresa responsável tem 20 dias para concluir a obra.

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UnB Agência, 13/12/2010: Comentários RU fecha no Natal e Reveillón

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UnB Agência

COMUNIDADE - 13/12/2010

RU fecha no Natal e Reveillón
Restaurante Universitário não servirá refeições nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1º de janeiro. Provas do vestibular manterão o refeitório fechado também no dia 18


Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB

O Restaurante Universitário vai fechar nos dias 24 e 31 de dezembro, véspera do Natal e do Reveillón, além dos próprios feriados relativos às datas, nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro. No dia 15, o refeitório vai oferecer apenas o café da manhã, por causa da confraternização dos funcionários. Já no dia 18, permanecerá fechado, quando será utilizado para a realização da prova do vestibular. Durante os demais dias, funcionará normalmente. 

“Por causa da demanda, que é baixa neste período, e do recesso, trabalharemos em regime de escala, com metade dos funcionários, mas o funcionamento será normal", informa a diretora do RU, Cristiane Costa.
Na última semana, o restaurante funcionou precariamente. Neste sábado, 11 de dezembro, o refeitório não abriu por causa da troca das tubulações da caldeira. "A troca do equipamento aconteceu com atencedência em relação ao prazo estipulado. Durante a semana será concluído o revestimento térmico, mas as atividades não serão prejudicadas", adiantou Cristiane. 

Na segunda-feira, dia 6, o refeitório fechou por causa de inspeção do Ministério Público do Trabalho na tubulação da caldeira. As refeições só foram servidas a partir das 13h. Dois dias depois, na quarta-feira, os funcionários terceirizados do local fizeram paralisação, porque não receberam o pagamento do mês, previsto para terça-feira. O dinheiro só saiu na quinta.

Segundo informações da Secretaria de Recursos Humanos da UnB (SRH), a empresa Monte Sinai, responsável pelos funcionários, alegou que feriado no estado da Bahia impediu o pagamento na data prevista. A empresa tem sede em Salvador. “Entramos em contato com a empresa, e o pagamento foi efetuado na quinta-feira”, explicou Júlio Versiani, responsável pela área de terceirização na SRH. 

Essa não é a primeira vez que a empresa Monte Sinai alega a impossibilidade de efetuar o pagamento por causa de feriado na Bahia. Em julho desse ano, os funcionários da empresa paralisaram as atividades por um dia pelo mesmo motivo. Saiba mais aqui. Desta vez, a data foi o dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Bahia, 8 de dezembro.

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UnB Agência, 06/06/2008: RU supervisionará alimentação

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UnB Agência

CASA DO ESTUDANTE - 02/06/2008


RU supervisionará alimentação
Equipe do restaurante fiscalizará qualidade das marmitas servidas nos fins de semana. Empresa que serve refeições pode ser mudada

Cristiane Bonfanti - Da UnB Agência

A decana de Assuntos Comunitários da Universidade de Brasília (UnB), Doris de Jesus Naves, já iniciou as articulações para garantir a melhoria da qualidade da alimentação servida aos moradores da Casa do Estudante Universitário (CEU) nos fins de semana. Uma equipe do Restaurante Universitário (RU) da UnB supervisionará, a partir de junho, as refeições dos estudantes, tanto do ponto de vista nutricional como da distribuição.

A iniciativa foi tomada por conta das reclamações por parte dos alunos a respeito de problemas que vão desde a qualidade dos alimentos, passando pela quantidade e diversidade, até a distribuição. A decana anunciou a medida aos moradores da CEU em reunião realizada na noite de sexta-feira, 30 de maio.

ACOMPANHAMENTO - “Queremos garantir a qualidade das refeições e a participação dos moradores nesse processo, para que haja também diversidade no que é servido”, explica Doris. Ela observou que os moradores poderão, ainda, visitar o local onde são preparadas as refeições, com data a ser definida. Além disso, está em estudo a possibilidade de trocar a empresa que fornece as marmitas.

Mesmo com a sinalização de mudanças na qualidade e na distribuição das marmitas, os estudantes ainda querem que elas sejam substituídas por uma bolsa alimentação no valor de R$ 200,00. Com o valor, eles comprariam tanto o café da manhã servido durante a semana, como toda a refeição distribuída aos sábados e domingos. 

Segundo eles, o compromisso havia sido assumido pela gestão anterior. “Gostaríamos que fosse levada em conta a padronização da nossa comida no dia-a-dia. Não há diferenciação e, com o dinheiro, poderemos fazer uma dieta mais balanceada”, explica a estudante do 8º semestre de Ciências Biológicas, Adriane Alves de Oliveira, 21 anos, moradora da casa.

FORMALIZAÇÃO - No entanto, a decana explica que, apesar de o benefício ter sido prometido pela administração anterior, não existe documento formal na Reitoria a respeito do assunto. “Não havia nenhum programa previsto no orçamento ou no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UnB. Dessa forma, seria ilegal transferir o dinheiro para os alunos”, detalha Doris.

Diante disso, a proposta dos alunos é que a administração da universidade forme uma comissão para discutir a possibilidade da criação da bolsa e sua inclusão no PDI da universidade. O pedido será avaliado pela administração e, se não for possível atendê-lo nos próximos meses, será sinalizado para a próxima gestão.
“Houve uma sombra em várias decisões. Tentamos acertar a situação e existe a vontade de reconhecer a legitimidade da demanda dos moradores”, ressalta a decana. Durante o encontro, também foi anunciada a realização do 2º Mutirão de Saúde para os moradores da CEU.

As duas próximas reuniões entre o decanato e eles estão marcadas para os dias 6 e 13 de junho, sempre às 20h. Nelas, serão debatidas as normas de convivência e a segurança na moradia estudantil, respectivamente.
Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada.

Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

UnB Agência, 19/05/2011: RU fecha amanhã e sábado para conserto da caldeira

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UnB Agência

COMUNIDADE - 19/05/2011

RU fecha amanhã e sábado para conserto da caldeira
Com funcionamento abaixo da capacidade desde janeiro, licitação para manutenção do equipamento foi concluída

Ana Lúcia Moura - Da Secretaria de Comunicação da UnB

O Restaurante Universitário (RU) estará fechado nesta sexta-feira e sábado para conserto da caldeira utilizada no preparo diário das refeições. Desde janeiro, o equipamento funciona abaixo da capacidade e a direção do refeitória aguardava conclusão do processo de licitação para contratação da empresa que fará o reparo. 

Segundo a diretora do RU, Cristiane Costa, o restaurante volta a funcionar na segunda-feira. “A empresa contratada para realizar o serviço garantiu que concluirá o trabalho até o final do domingo”, disse. Os moradores da Casa do Estudante receberão auxílio no valor de R$ 15 por dia para que possam garantir café da manhã, almoço e jantar nos dois dias.  

O restaurante serve diariamente 4 mil refeições no almoço e 900 no jantar. Porém, na sexta-feira, o movimento é tradicionalmente menor, com 2,8 mil servidos pratos no almoço e 600 no jantar. “Decidimos fazer o conserto na sexta-feira, porque, mesmo ainda sendo um dia com grande número de usuários, é o que tem menos impacto para comunidade”, explicou Cristiane.

O equipamento será desligado ainda nesta quinta-feira, após o almoço, e os trabalhos iniciados no final da tarde. Serão trocadas 36 resistências do equipamento, feita a manutenção do painel de controle e concluída a troca da fiação. O conserto, que será realizado por uma empresa paulista, permitirá à caldeira operar em potência total, o que não ocorre desde o início de janeiro, quando houve uma pane em parte do sistema de resistência elétrica. 

A caldeira produz vapor para os caldeirões utilizados no preparo das refeições. Com a pane, apenas dois dos oito caldeirões utilizados normalmente pelos funcionários estão funcionando. “Estamos trabalhando com os dois caldeirões mais um forno combinado. É uma situação complicada, por isso, às vezes, temos desabastecimento, mas foi o que conseguimos fazer para não fechar o restaurante”, explica Cristiane. Dois caldeireiros do RU e um técnico do Centro de Manutenção de Equipamentos da Universidade de Brasília acompanharão o serviço. 

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

UnB Agência, 25/06/2010: RU só volta a funcionar no sábado

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UnB Agência

GREVE - 25/06/2010

RU só volta a funcionar no sábado
Apesar do fim da greve dos rodoviários na tarde de quinta, diretora diz que não há tempo para preparar as refeições de sexta-feira

Juliana Braga - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Apesar do fim da greve dos rodoviários nesta quinta-feira, 24 de junho, o Restaurante Universitário (RU) só voltará a funcionar no sábado, dia 26. Para servir as refeições, o restaurante precisa pré-preparar os alimentos e não daria tempo de voltar na sexta-feira. Até lá, continuarão sendo servidas apenas as refeições para os moradores da Casa do Estudante Universitário, no próprio alojamento.
Segundo a diretora do RU, Cristiane Costa, dos 126 funcionários de cozinha que trabalham lá, apenas um cozinheiro e menos de 30 auxiliares compareceram nessa quinta-feira. “Para preparar as refeições de sexta, precisaríamos de funcionários hoje para descongelar as carnes e começar a preparar os alimentos”, explica. Por isso o restaurante só volta a funcionar no sábado.
A abertura na segunda-feira depende do resultado do jogo do Brasil contra Portugal nessa sexta. Se a seleção ficar em primeiro lugar no grupo G, jogará na segunda-feira às 15h30 e o expediente na universidade será somente até às 14h. Sendo assim, o RU servirá apenas o almoço. O jantar seria servido somente para os moradores da CEU. Caso o Brasil fique em segundo lugar, jogará na terça-feira no mesmo horário e então as mudanças no funcionamento seriam no dia 22 de junho.
Para garantir o funcionamento na próxima semana, a diretora do RU está organizou uma escala para que 80% dos funcionários do quadro realmente voltem ao trabalho. Os servidores técnico-administrativos da universidade ainda estão em greve e, de acordo com determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), somente 80% os funcionários precisam voltar. “Se esses 80% dos servidores não voltarem, não conseguiremos funcionar normalmente”, conta Cristiane.
Dos 212 funcionários do restaurante, 70% são terceirizados e o restante é do quadro de servidores. Para que os 80% deles retornem, a diretora está ligando para cada um informando sobre a escala que foi montada. Caso não retornem, Cristiane teme que não consiga funcionar normalmente. "Nossa prioridade é o almoço, quando a demanda é maior. Se não houver funcionários, serviremos o jantar somente para os moradores da CEU", destaca.
O coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), Cosmo Balbino, garante que 80% dos funcionários estarão no restaurante na segunda-feira trabalhando normalmente. “O retorno foi aprovado em assembleia, então não há motivos para não irem. O servidor que decidir não cumprir a decisão judicial será responsabilizado por isso”, ressalta. Segundo ele, não haverá catraca liberada nem outro tipo de medida para inviabilizar o funcionamento do restaurante. “Houve essa proposta, mas ela não foi aprovada porque o prejuízo para a universidade seria enorme. A universidade é aberta, poderiam vir muitas pessoas e dar confusão”, conclui.
A greve dos rodoviários chegou ao fim nessa quinta-feira. A categoria aceitou a proposta de reajuste de 9%.
O Restaurante Universitário funciona de 11h às 14h no almoço e de 17h às 19 no jantar. Serve em média 5 mil refeições por dia. O valor varia entre R$ 0,50 para estudantes do Grupo I e R$ 5 para visitantes.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

UnB Agência, 21/01/2011: Cozinha do RU volta a operar em março

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UnB Agência

ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL - 21/01/2010

Marcelo Camargo/UnB Agência
 
Cozinha do RU volta a operar em março
A partir do primeiro dia de aula, comida do Restaurante Universitário será produzida na nova cozinha

Thais Antonio - Da Secretaria de Comunicação da UnB

A obra do Restaurante Universitário (RU) será entregue ainda este mês, a tempo de ativar a nova cozinha para atender os alunos já no próximo semestre. “A obra será entregue até sexta-feira da semana que vem, com prioridade para a cozinha”, diz Arnaldo Gratão, diretor de obras da Prefeitura do Campus. Desde março de 2009, o RU compra a comida do almoço e do jantar de uma empresa terceirizada e serve a comunidade acadêmica pelo mesmo preço de quando produzia as próprias refeições (R$ 2,50 para estudantes e servidores).

Marcelo Camargo/UnB Agência
Com o fim da reforma na cozinha, RU voltará a produzir comida para a comunidade
Após a entrega da obra, ainda são necessários 15 dias para limpeza do espaço e para testar as instalações da nova cozinha. “Como estamos adquirindo novos equipamentos, vamos precisar testá-los para garantir a higiene do ambiente”, diz a nutricionista do RU, Jamilie Moraes.
Foram reformados cozinha, banheiros, vestiários, instalações administrativas, pontos de distribuição (cozinhas-minuto) e a parte de lavagem de pratos e talheres. Só os refeitórios não passaram por reforma. 

EXIGÊNCIAS SANITÁRIAS - Em visita ao RU, já na etapa final do projeto de recuperação do restaurante, o Reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior elogiou o andamento da obra. “As obras revitalizaram a parte de produção e administração e permitem que o restaurante continue atendendo a sua finalidade, com horizonte de expansão e dentro das exigências técnicas, inclusive sanitárias”, diz.

Roberto Fleury/UnB Agência
Reitor José Geraldo conferiu de perto o andamento da reforma, que está na fase final
Como a reforma é apenas interna e preserva a arquitetura do prédio, o reitor ressaltou a atualidade do projeto do professor José Galbinski. “Tem que se valorizar que o projeto, mesmo após tantos anos, ainda está atendendo a sua função”, disse o reitor. Para Silvano Pereira, prefeito do campus, a reforma foi um “resgate do coração do restaurante”. 

A obra foi feita com recursos e pessoal da UnB. Projetada e coordenada pela equipe técnica da Prefeitura, uniu esforços dos servidores para ficar pronta a tempo. “Uma obra de fôlego produzida toda dentro da UnB mostra a competência do nosso staff. Vamos iniciar o semestre com o restaurante recuperado em sua plenitude de funcionamento”, diz o reitor.

RECURSOS HUMANOS - Segundo a diretora do RU, Cristiane Costa, a reforma “vai melhorar as condições higiênico-sanitárias para a produção e as condições de trabalho para o servidor”. A professora Rachel Nunes da Cunha, Decana de Assuntos Comunitários da UnB, também acredita na importância da recuperação do RU para o bem-estar do servidor. “Entendo que a obra é muito importante para a universidade. Não só para a comunidade, mas garantindo melhores condições de trabalho para os servidores. É muito importante servir bem a quem serve a comunidade”, diz.

Os vestiários dos funcionários ganharam novos chuveiros, aumento do número de cabines, chão de granito e novos armários. “Um bom ambiente de trabalho muda a relação do funcionário com a atividade. Melhora as condições de saúde e aumenta o respeito pelo patrimônio”, diz a decana.

O RU opera, atualmente, com 184 servidores. Com a reforma, que aumenta o volume de produção do restaurante, esse número deve subir para 210. As novas instalações têm capacidade para servir até 10 mil refeições por turno. Em período letivo, o RU serve de 4 a 5 mil refeições na hora do almoço. Uma possível expansão do atendimento do restaurante depende de novos refeitórios, para comportar o público de acordo com a capacidade de produção da cozinha. 

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

UnB Agência, 10/05/2011: Funcionários terceirizados fecham RU

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UnB Agência

COMUNIDADE - 10/05/2011

Funcionários terceirizados fecham RU
Eles reclamam de atraso no pagamento que deveria ter sido feito na sexta-feira. Sindicato vai entrar com representação no Ministério Público

Henrique Bolgue e Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB

O Restaurante Universitário não serviu almoço nesta terça-feira. O motivo foi uma paralisação dos funcionários terceirizados, cujo pagamento foi atrasado. O protesto era direcionado a três empresas contratadas pela UnB: Prestacional (serviços gerais e recepção), AST (servente de limpeza) e Monte Sinai. A diretora do RU, Cristiane Costa, afirmou que o jantar já está garantido. 

O pagamento deveria ter sido feita na última sexta-feira. No total, são 522 funcionários da AST, 209 da Prestacional e 154 do Monte Sinai.  De manhã, cerca de 80 trabalhadores terceirizados fizeram manifestação na reitoria da UnB. Eles foram recebidos pela decana de Gestão de Pessoas, Gilca Starling, e pelo decano de Assuntos Comunitários, Eduardo Raupp. 

Luiz Filipe Barcelos/UnB Agência
Cerca de 80 funcionários terceirizados subiram a rampa da reitoria em protesto

Mauro Mendes, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), afirmou que vai entrar com representação no Ministério Público do Trabalho. “As empresas que atrasam o pagamento para além do 5º dia útil têm que pagar multa proporcional ao número de funcionários”, afirma.  

ALMOÇO – Com a paralisação muitos estudantes que almoçam diariamente no local tiveram que mudar os planos. Lucio Gomes ficou surpreso com o fechamento, algo por que já passou nos seus 10 semestres na Engenharia Mecânica. “Achei que era mais uma greve geral”, disse. “Mesmo não gostando do fechamento, acho que é um direito dos funcionários”, acredita. Rousseau Medeiros, do 4º semestre de engenharia eletrônica, apelou para os brigadeiros vendidos em frente ao restaurante. “Infelizmente quem perde nesses embates são os estudantes, a parte mais fraca da universidade”. 

Glenda Lopes, do 10º semestre de psicologia, teve uma decisão mais difícil. Como faz parte dos estudantes que almoçam o cardápio especial – voltado a hipertensos e diabéticos – acabou sem opções. “Não consigo achar algo parecido por aqui, e por falta de tempo temos que recorrer a salgadinhos e sanduíches rápidos”.

É o que fez Paulo Vitor, do 2º semestre do Direito. Ele almoçou em uma das lanchonetes que ficam em frente ao Ceubinho, que estavam com movimento bem acima do normal. Lá, pediu um sanduíche que leva hambúrguer, salsicha, bacon, entre outros ingredientes nada saudáveis. “Comer isso uma vez ou outra tudo bem, mas se prolongar fica difícil para a saúde e para o bolso”. Ele pagou R$ 6,50 pelo sanduíche. No Restaurante Universitário, pagaria R$ 3 pela refeição. 

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

UnB Agência, 30/05/2011: RU ficará fechado nesta terça

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UnB Agência

COMUNIDADE - 30/05/2011


RU ficará fechado nesta terça
Defeito na resistência da caldeira motivou interrupção dos serviços. 
Empresa que reformou o equipamento fará os reparos

Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB


O Restaurante Universitário não vai servir almoço e jantar nesta terça-feira. O motivo foi vazamento identificado em uma das resistências da caldeira, aparelho que gera o vapor usado no cozimento dos alimentos. O defeito foi identificado durante a preparação do almoço de hoje.

“O café da manhã desta terça também será servido normalmente”, afirmou a diretora do RU, Cristiane Costa. O conserto será feito amanhã, às 15 horas, pela empresa Atec Combustão e Caldeiras, a mesma que fez a reforma do equipamento nos dias 20 e 21 de maio. “O serviço da empresa ainda está na garantia”, explica Cristiane. Segundo a diretora, a previsão é que os serviços já estejam normalizados na quarta-feira.
Os estudantes classificados nos grupos 1 e 2 de assistência estudantil, moradores da Casa do Estudante (CEU), serão ressarcidos no valor de R$ 15 pelo não funcionamento do RU nesta terça.
Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

UnB Agência, 30/05/2011: UnB começa a preparar comemoração dos 50 anos

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UnB Agência

50 ANOS DA UNB - 30/05/2011


Mariana Costa/UnB Agência
 
UnB começa a preparar comemoração dos 50 anos
O Festival Latino-Americano e Africano de Arte e Cultura, o FLAAC 2012, que será realizado no ano que vem, fará parte das comemorações dos 50 anos da UnB

Thais Antonio - Da Secretaria de Comunicação da UnB


A primeira reunião da comissão organizadora dos 50 anos da universidade começou a discutir as ideias para celebrar o jubileu. Dos 27 integrantes, 25 estiveram presentes na mesa de discussão na tarde desta segunda-feira, 30 de maio. Entre as propostas, surgidas a partir de um brainstorm (“tempestade de ideias”, em inglês), estavam a recuperação da história da universidade, a organização de seminários, a publicação de livros, um concurso de monografias temáticas e a abertura dos portões para a comunidade conhecer o que se produz na Academia.

“Vamos traduzir as sugestões em um projeto e convidar as unidades acadêmicas para apresentar suas propostas”, afirmou o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior, presidente da comissão. Ele ressaltou que o encontro foi importante para os integrantes do grupo se conhecessem e para que tivessem uma noção do volume e do tipo de trabalho que vem pela frente.

O fotógrafo Luis Humberto Pereira, um dos fundadores da UnB, defendeu o resgate da história da universidade, que passou os 20 anos de ditadura sob forte pressão dos militares. Lembrou que o espírito rebelde dos criadores da UnB foi interrompido pelo golpe de 1964. “A universidade é algo que incomoda. O conhecimento é algo que não permite que coisas como 1964 aconteçam”, ensinou o professor aposentado. “Nesses 50 anos, precisamos responder por que nós existimos enquanto universidade”.

O professor emérito Aldo Paviani, autor do clássico Brasília, a Metrópole em Crise, na UnB há 42 anos, também recordou sem nostalgia a passagem dos militares pelo campus. “Todos sofremos para dar aulas. Tínhamos medo de falar qualquer besteira e sermos presos”, declara. “É importante que os registros históricos sejam escritos e que as fotos sejam colocadas em um painel”.

Outro que falou sobre a importância de aproveitar o cinquentenário para unir passado e futuro do campus foi o arquiteto e professor aposentado José Carlos Córdova Coutinho. “O Jubileu é uma ocasião para que se retome o ideal fundador da Universidade de Brasília”, afirma. 

Para a representante do Diretório Central dos Estudantes, Luana Weyl, é importante incluir na agenda das comemorações a história da Casa do Estudante Universitário (CEU) e as pautas em que a UnB inovou. “É preciso valorizar as questões em que a UnB foi pioneira, como as cotas”, afirma. “A universidade está sempre em transformação. É bom lembrar quem fez esses 50 anos”, pontua. Ela lembrou ainda que a UnB vai realizar o 2º Congresso Estatuinte este ano e que esse é um marco na história da universidade.

FLAAC – O Festival Latino-Americano e Africano de Arte e Cultura, o FLAAC 2012, que será realizado no ano que vem, fará parte das comemorações dos 50 anos da UnB. O decano de Extensão, Oviromar Flores, presidente da comissão organizadora do festival, acredita que uma das frentes de atuação do decanato será a presença de estudantes do ensino fundamental e médio na UnB, tanto nas atividades dos 50 anos quanto no FLAAC. “É importante saber como são os cursos, como se entra na universidade e como se mantém aqui”, explica. “É impossível sonhar com o que a gente não conhece”.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

UnB Agência, 30/05/2011: UnB é cenário do filme Faroeste Caboclo

Presente em: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5148

CINEMA - 30/05/2011


Divulgação
 
UnB é cenário do filme Faroeste Caboclo

Cinco cenas foram gravadas no campus Darcy Ribeiro nas últimas semanas. Trama dirigida por ex-aluno da UnB traz a personagem Maria Lúcia como aluna da Faculdade de Arquitetura 

Thais Antonio - Da Secretaria de Comunicação da UnB


A música Faroeste Caboclo, que marcou a história do rock brasileiro na voz de Renato Russo, então vocalista da banda Legião Urbana, vai virar filme sob a direção de um ex-aluno da Universidade de Brasília e com cinco cenas gravadas no campus Darcy Ribeiro, onde acontece parte da trama. As filmagens previstas para a UnB e outros pontos de Brasília terminaram na última semana. O lançamento da película está previsto para o período entre o final deste ano e início de 2012.
Para transformar a música de quase dez minutos de duração em uma hora e meia de exibição nas telonas, o diretor René Sampaio, que estudou na Faculdade de Comunicação (FAC), criou personagens e incrementou a trama. Maria Lúcia, a “menina linda” para quem João de Santo Cristo “promete o coração”, por exemplo, virou filha de senador e estudante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), além de ganhar uma turma de amigos. A personagem será representada pela atriz Ísis Valverde, que atuou em cinco novelas da Rede Globo, a última delas, Ti ti ti, no ano passado. João de Santo Cristo será interpretado por Fabrício Boliveira, que atuou na novela Sinhá Moça e viveu o personagem Saci no Sítio do Pica Pau Amarelo.
Uma das cenas protagonizadas por Ísis Valverde acontece no Instituto Central de Ciências, o Minhocão, onde a personagem Maria Lúcia é mostrada apresentando sua monografia de final de curso. René Sampaio revela que a decisão de descrever Maria Lúcia como estudante da FAU não foi aleatória. “Era o caminho mais interessante para a personagem que a gente criou, pelo background que ela tem e pelo que ela representa dentro do filme”, explica. “O centro de conhecimento e de encontro dessa geração toda era a UnB, que era muito importante para a formação brasiliense”, acrescenta. Outra característica que o diretor considerou foi a arquitetura da universidade. “O traçado da UnB conversa muito bem com a profissão dela. Foi um ‘casamento’”, afirma.
O Minhocão é palco ainda de outras quatro cenas. Uma delas é de uma festa de rock no Udefinho. Outra, no estacionamento, mostra o personagem João de Santo Cristo aprendendo a dirigir. “Engraçado foi que no dia em que filmamos essa cena havia também um pai ensinando o filho no mesmo lugar”, comenta o diretor. Há ainda cenas de uma discussão entre o casal de protagonistas e de um pôr do sol presenciado pelos dois na lage do Instituto Central de Ciências. “Não estamos filmando a música. Estamos fazendo uma adaptação fiel aos eventos e ao sentimento que a musica provoca”, explica o diretor.
Divulgação
Foto inédita de Maria Lúcia e João de Santo Cristo no estacionamento do ICC

René entrou na UnB em 1992 e não viveu na universidade a época em que o filme se passa: de 1979 a 1981. Para isso, a produção do filme fez pesquisas de época e usou como uma das principais fontes o Jornal Campus, produzido por estudantes da Faculdade de Comunicação. “A gente queria saber como eram os estudantes dessa época. O que eles vestiam, escutavam. A Faculdade de Comunicação abriu as portas para a gente fazer essa pesquisa”, conta o diretor.
Reprodução/UnB Agência
Tulio no papel de Dudu, ao lado do traficante Jeremias (Felipe Abib)


UNB NO ELENCO – As cenas filmadas em Brasília envolvem cerca de 30 atores, mais da metade da própria cidade. Entre eles estão alunos e ex-alunos da UnB, como Tulio Starling, que tem um papel de destaque no longa. Ele é estudante do 4º semestre de Artes Cênicas e encarna Dudu. O personagem é o braço-direito do playboy Jeremias, estrelado por Felipe Abib, inimigo do protagonista João de Santo Cristo.
Tulio fez os testes iniciais para o papel de João de Santo Cristo. Chegou até mesmo a participar de uma oficina no Rio de Janeiro com vários candidatos, onde, segundo conta, ajudou a “desmistificar algumas coisas sobre Brasília”. “Levei Brasília pra lá”, diz. O papel de Dudu veio algum tempo depois.
Tulio, que já tinha participado de cinco curtas-metragens, revela que para construir o personagem usou um pouco da “inconsequência” que lhe deu o prêmio de melhor ator do Festival de Brasília de 2008 pelo papel de um dos jovens que toca fogo no índio Galdino, em A Noite por Testemunho. “A ideia era criar um personagem que quer exercer o poder perante os outros de forma exarcebada”, explica. “Os elementos que eu tinha eram: sou rico, filho de gente importante e não tem muita gente aqui. A cidade realmente pode ser minha”.
O curso da UnB, segundo o ator, foi importante para o processo de preparação e atuação. “O olhar científico e a preparação técnica foram os diferenciais”, afirma. “No meio do cinema é uma coisa rara um estudante que está no mercado e na Academia”. Tulio também ajudou os atores de fora a construir os sotaques, as gírias e os trejeitos da capital.

Mariana Costa/UnB Agência
Chiquinho com o livro que Ísis Valverde comprou. A atriz tentou disfarçar quem era

MULHER BONITA PAGA – Os atores não passarem despercebidos pelo Minhocão. Ísis Valverde, que esteve na Livraria do Chico, na Ala Norte do Minhocão, foi reconhecida imediatamente pelo livreiro. “Perguntei se era a atriz Ísis Valverde, mas ela disse que não”, conta Francisco Joaquim de Carvalho, o Chiquinho, que vende milhares de títulos no lugar há mais de 30 anos.
Chiquinho não acreditou. Mas tratou-a como a todos os frequentadores da banca onde vende milhares de títulos há mais de 30 anos. Sugeriu a ela o livro Cultura: um conceito antropológico, do professor do Departamento de Antropologia da UnB, Roque de Barros Laraia. Ela gostou da indicação e, quando foi pagar no cartão de crédito, confirmou a suspeita de Chiquinho. Estava lá o nome que ela tentava esconder. Quando questionado se deu o livro de presente a ela, o vendedor foi categórico. “Eu não. A boniteza dela não paga as contas”, diverte-se. 

René Sampaio, diretor do longa Faroeste Caboclo, fala à UnB Agência sobre o filme.


UnB Agência - A música é muito grande, não tem refrão e todo mundo sabe cantar. Como você explica essa relação, digamos até, emocional, com essa letra?
René Sampaio - Estou atento a esse sentimento. Não sei o que gera, mas sei que me comovi também. Não dá pra explicar a arte. É uma coisa mítica, que não tem como explicar.

UnB Agência - Como é voltar para a UnB na condição de diretor?
René Sampaio -
Desde que eu era estudante, a UnB era cenário dos filmes que eu fazia. Fiquei muito feliz. Filmar na UnB não foi uma forçação de barra, foi uma necessidade dramática. Fiquei muito feliz de estar de volta e viver um pouquinho da UnB de novo.

UnB Agência - Como você interpretou a música para dar algumas respostas que a letra não dá?René Sampaio - Breve nos cinemas perto de você (risos). O processo foi bastante instigante. Passamos muito tempo procurando soluções, procurando as personagens. Foram três anos de elaboração do roteiro.

UnB Agência - Como surgiu a ideia de fazer um filme a partir de Faroeste Caboclo?
René Sampaio -
Lembro que eu ouvi a música várias vezes e sempre pensei que ia fazer um filme. Sempre preenchi minha mente com as imagens e com a vontade de filmar. Mas oficialmente, isso foi divulgado há uns cinco anos. Todo filme, do dia em que o diretor tem a ideia até fazer o filme, leva mais ou menos cinco anos. Para quem não está acostumado parece longo.

UnB Agência - E a relação entre a história de João de Santo Cristo e a saga de Jesus Cristo?
René Sampaio -
O filme é baseado na música. Não tem referências explícitas a isso. Mas tem a coisa da traição, da epopeia. Na mísica tem uma coisa meio nas entrelinhas. Isso está nas entrelinhas do filme. Tem relação como tem com a música. Mas isso é uma raciocínio que as pessoas vão elaborar após ver o filme pronto. Um filme você faz três vezes. A primeira quando faz o roteiro. A segunda quando filma e a terceira quando faz a montagem. Agora que eu vou descobrir o que disso vai pra tela do cinema. É cedo, apesar de eu reconhecer os elementos dessa trajetória


Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

UnB Agência, 26/05/2011: CEPE sugere alterações nas normas de convivência universitária

Presente em: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5136

UnB Agência

COMUNIDADE - 26/05/2011


CEPE sugere alterações nas normas de convivência universitária
Realtório sobre o tema será colocado em discussão no Conselho Universitário nas próximas semanas

Henrique Bolgue - Da Secretaria de Comunicação da UnB

A professora Andréa Maranhão, da Biologia, está finalizando seu relatório sobre normas de convivência universitária, que será analisado pelo Conselho Universitário (Consuni) nas próximas semanas. Nesta quinta-feira, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) analisou a minuta e fez novas sugestões. “É um assunto que envolve emoções e trouxe discussões complexas”, afirma o vice-reitor João Batista de Sousa, que presidiu a reunião.
O texto proíbe o comércio e o consumo de bebidas, o fumo em locais fechados, estabelece normas para confraternizações nos campi e fixa limite de horário para festas. Também defende que cada departamento, instituto ou faculdade tenha um espaço reservado para os seus respectivos centros acadêmicos. O documento passou por consulta pública antes de ser encaminhado à relatoria.
Alguns professores do CEPE pediram que o texto dê prioridade sempre às atividades acadêmicas. Débora Ruy, da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, pediu a especificação do termo “horário letivo”, já que, muitas vezes os docentes realizam atividades fora do horário de aula. “Das 6h à meia-noite há professores trabalhando por aqui”, diz.
SOM – Outros conselheiros se mostraram céticos quanto aos limites do “bom senso” exigido para estabelecer níveis de som aceitáveis. Por isso sugeriram trocar os as palavras “limite da razoabilidade sonora”, que trata da utilização de aparelhos de som do parágrafo V do artigo 7º, para aspectos técnicos, como medidas em decibéis. “Bom senso é bom, mas é difícil normatizá-lo”, disse o vice-reitor.  
A estudante de Medicina Camila Damasceno comemorou a proibição do cigarro nos espaços fechados da universidade e o impedimento do trote violento, degradande e desumano. “São questões óbvias e que já fazem parte de nossa cultura atual”, disse. Mas achou impeditiva a norma que pede comunicação prévia de três dias úteis para realizar eventos no Campus. “Muitas vezes os CAs realizam eventos em cima da hora, como saraus e reuniões”.
Grande parte da discussão girou em torno do consumo de bebida alcoólica dentro do campus. Alguns professores preferem incluir no texto a proibição total da bebida. Pelo atual texto, apenas a comercialização é proibida. O professor Ricardo Jacobi, da UnB Gama, lembrou de um episódio recente em que alunos beberam. Ele se preocupou com a responsabilidade sobre os acidentes. Entretanto o aluno Kaio Santos gostaria que a bebida alcoólica fosse permitida e que a proibição dependesse de um pedido prévio.
Para Andréa Maranhão, o problema reside em como implantar as normas. “Pessoalmente acredito que a minuta não terá poder de mudar certas práticas”. Segundo ela, grande parte das penalidades e proibições serão baseadas no Plano de Responsabilidade Ética e o Plano de Respeito à Diversidade, que ainda não foi elaborado. “Temos também que pensar em prevenir e não só em combater essas práticas”, afirmou a decana de Pesquisa e Pós-Graduação, Denise Bomtempo.
A reavaliação das regras de convivência nos Campi é uma conseqüência dos trotes humilhantes registrados no ano passado e do barulho causado por festas promovidas pelos estudantes em horário de aula. A ideia é eliminar preconceitos, agressões e respeitar a diversidade, a igualdade e a liberdade. 

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

AdunB, 19/05/2011: Por falta de negociação, Fasubra aprova indicativo de greve

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Na sexta-feira e sábado  passados, dias 13 e 14, trabalhadores técnico-administrativos das universidades federais aprovaram indicativo de greve para o dia 6 de junho, em Plenária Nacional da Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras). A decisão da categoria se deu pela falta de negociação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). De acordo com a deliberação, a radicalização do movimento sindical será concretizada caso o MPOG continue indisposto a negociar na reunião agendada para o próximo dia 24.

Coincidentemente, também na sexta-feira, o jornal Correio Braziliense publicou a matéria Corrida por superaposentadorias, na capa do caderno de Economia. O texto explana sobre o Plano de carreira do Senado garante a inativos benefícios extras dados a funcionários que continuam trabalhando. Em alguns casos, técnicos de nível médio e analistas legislativos, de nível superior chegam a receber a mais de R$ 20 mil em proventos.

>> Leia a matéria do Correio Braziliense

>> Leia a matéria do indicativo de greve

O indicativo de greve aprovado pela Fasubra e a matéria do Correio evidenciam a disparidade nos salários do judiciário e executivo. Enquanto os funcionários do Senado estão no topo do ranking de remuneração do governo federal, recendo um salário inicial de mais de R$ 26 mil, o professor universitário ocupa uma das mais baixas posições, recendo, inicialmente menos de R$ 5 mil. Já os técnicos-administrativos em educação ocupam a última colocação no ranking: salário inicial de R$ 1.034.

Para secretário-geral da ADUNB , professor Remi Castioni, "as despesas de pessoal do MEC representam cerca de 25% dos gastos do Executivo Federal (Veja em  http://bit.ly/kLRU6Z). Qualquer alteração na malha salarial tem impactos no orçamento de pessoal da União. Grande parte destas despesas devem-se às universidades e institutos federais. As autarquias possuem 374 mil servidores (administrativos e professores), a metade dos quais aposentados. Já o Judiciário possui 101 mil, com outra metade também aposentada. As despesas com pessoal nas autarquias, das universidades, em 2010 foram de 34 bilhões e as com o judiciário de 26 bilhões. Como eles são muito menos, estes valores deixam evidente que o salário médio no judiciário em 2010 foi (26/34) X (374/101)= 2,83 maior do que o salário médio nas universidades. Mas quem decide os salários no Judiciário é o próprio Poder Judiciário. As despesas com o Judiciário representam (26/180)= 15% das despesas da União, enquanto que o das autarquias acabam em (34/180)= 19%. Enfim, os salários das universidades são variável de ajuste das outras categorias. Não se pode pagar muito a nós porque somos muitos.

Ainda de acordo com o secretário-geral, "o mínimo que o governo poderia fazer nesse momento é equiparar o salários das universidades com a carreira da Ciência e Tecnologia, o que nos proporcionaria um ganho de 20%. O salário inicial passaria de R$ 7.733,00 para R$ 8.760,00. Essa poderia ser uma forma do governo sinalizar para a categoria que a universidade é importante e, assim, iniciarmos uma proposta de estruturação da carreira no médio prazo, que nos permita vislumbrar a atratividade do magistério nas universidades federais".

A demora nas negociações, mesmo com a promessa do MPOG de que elas acontecerão, foi o determinante na votação do indicativo de greve da Fasubra. E essa mesma demora também se aplica à negociação dos docentes de ensino superior. O secretário-geral Remi afirma que "professores das federais também aguardam a negociação com o governo federal, que se iniciou no ano passado por conta do novo Plano de Carreira, mas foi interrompida. O governo retomou as negociações com as categorias dos servidores no dia 13 de abril, mas muito pouco avançou, especificamente para os professores das federais".

Enquanto o judiciário já recebe gordas remunerações, o executivo continua na luta para tentar iniciar a negociação para receber as suas.



Com informações do Correio Braziliense e Sintfub

UnB Agência, 26/05/2011: Servidores começam a receber notificação do TCU sobre salários

Presente em: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5137

UnB Agência

SALÁRIOS - 26/05/2011

Servidores começam a receber notificação do TCU sobre salários
Sindicatos farão defesas coletivas de seus associados, mas divergem quanto à apresentação de peças individuais

Leonardo Echeverria - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Desde a semana passada, professores e funcionários técnico-administrativos da UnB estão recebendo notificações do Tribunal de Contas da União (TCU) para que apresentem defesa justificando o recebimento da URP, parcela que corresponde a 26,05% dos salários. Após receber a notificação, cada servidor tem um prazo de 60 dias para responder. A Associação dos Docentes da UnB (ADUnB) e o Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) farão defesas coletivas de seus associados, mas divergem sobre a apresentação de defesas individuais.
O Sintfub orienta aos técnico-administrativos que não assinem o recebimento da notificação nem façam defesas individuais. "Vamos fazer a defesa coletiva nos moldes da que apresentamos ao Supremo Tribunal Federal", diz Mauro Mendes, diretor do Sindicato. "Fica perigoso quando cada um pode responder de um jeito diferente". No ano passado, o STF concedeu liminares aos dois sindicatos garantindo o pagamento da URP, que o TCU mandara suspender.
A ADUnB vai apresentar a defesa coletiva, mas recomenda aos professores que também façam um documento individual. "Isso nos permite reforçar aspectos de nossa defesa junto ao STF", diz o professor Remi Castioni, secretário-geral da associação. A principal justificativa para essa decisão é que, quanto mais processos o TCU tiver que analisar, mais tempo o tribunal vai levar seguir à próxima etapa. "O processo do TCU não é judicial, mas administrativo, e movido contra cada um dos servidores individualmente. Vamos fazer a defesa coletiva, mas há questões que podem ser melhor trabalhadas na defesa individual", diz Remi.
A decisão gerou protestos de parte dos docentes. Um carta aberta, assinada pela oposição à atual diretoria da ADUnB, foi enviada para a lista de emails dos professores. A carta defende que a defesa deve ser apenas coletiva, porque a defesa individual pode fragmentar a categoria e abrir espaço para que alguns servidores continuem a receber a URP, e outros não (veja íntegra da carta abaixo). A ADUnB respondeu com uma nota em seu site reforçando seus argumentos favoráveis à defesa individual (leia aqui).
Professores que optarem por fazer a defesa individual podem procurar a assessoria jurídica na sede da ADUnB, levando cópia do último contracheque, da notificação e a data em que ela foi recebida.

Carta Aberta da Oposição Unificada da ADUnB
aos Docentes da UnB
A notificação individual dirigida pelo TCU aos docentes e servidores técnico-administrativos da UnB é mais uma armadilha que está sendo preparada por aqueles que, desde 2009, vêm tentando nos cassar o direito, historicamente consolidado há quase duas décadas, ao recebimento da URP, parcela que representa 26,05% de nossos vencimentos.
Desde 2009, a Assembleia Geral da ADUnB já deliberou várias vezes, em diversas ocasiões, que a defesa da integralidade de nossos salários deve ser feita coletivamente, seja no plano jurídico, seja no plano político. Foi a estratégia da defesa coletiva, e a grande greve que fizemos em 2009 e 2010, o que garantiu, até aqui, que estejamos todos recebendo nossos salários em sua integralidade.
Não obstante, contrariando as deliberações da instância maior de nossa seção sindical, a atual direção da ADUnB está, para todos efeitos, convocando os docentes a fazerem a sua defesa individualmente.
Não se trata apenas de um desrespeito inaceitável da direção da ADUnB às decisões democráticas e soberanas da instância maior de nossa seção sindical; o que a direção da ADUnB está fazendo compromete, para todos efeitos, a estratégia política que seguimos até aqui, com sucesso, na defesa de nossos salários.
Nossa defesa deve continuar a ser coletiva porque:
a) a experiência histórica das IFES na luta em defesa da URP já demonstrou, fartamente, que a única forma de defendermos nosso salários, seja pela via jurídica, seja pela via política, é fazê-lo, sempre, coletivamente - e se necessário for, utilizando o mais poderoso instrumento de auto-defesa de que dispomos: a greve geral.
b) como os servidores ingressaram na Universidade em diversos momentos, tendo diversos históricos no recebimento da URP, é evidente que a defesa individual abre espaço para que alguns servidores continuem a receber a URP, e outros não. Ademais, procedimentos individuais resultam sempre em fragmentação, divisão e desunião da categoria, o que serve apenas para enfraquecer nossa capacidade de mobilização coleiva e unitária em defesa de nossos salários. Individualmente, a URP poderá ser retirada pouco a pouco, no início, de alguns servidores, até ser finalmente retirada de toda a categoria. Sabemos que nossos algozes já tentaram, diversas vezes, utilizar contra nós a velha máxima do "dividir para reinar" - e se eles fracassaram até aqui, foi porque sempre nos mostramos resolutamente decididos a não aceitar a divisão da categoria. Como nós, eles também sabem que nossa capacidade de auto-defesa coletiva - o único instrumento eficaz que temos na defesa de nossos salários - pode ser severamente abalada se alguns tiverem a URP cortada, e outros não.
c) com a defesa individual, a AGU (Advocacia Geral da União) e o TCU podem, mais tarde, alegarem má fé no recebimento da URP, o que poderia abrir espaço para a restituição dos valores que recebemos até aqui, mensalmente, ao longo de quase duas décadas.
d) O atual mandado de segurança, obtido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que assegura o pagamento da parcela de 26,05% dos salários dos servidores (URP),  é fruto de uma ação COLETIVA, envolvendo TODOS OS SERVIDORES da UnB, em um ÚNICO PROCESSO COLETIVO. Todos os processos individuais, à parte, foram derrotados.
Por estas razões chamamos TODOS OS PROFESSORES DA UnB A SE ABSTEREM DE PROCEDER SUA DEFESA INDIVIDUAL, uma vez que está assegurado, por decisão de Assembleia, que procederemos a nossa defesa jurídica COLETIVAMENTE.
E exigimos da Diretoria da ADUnB a imediata convocação de uma assembleia geral para que a categoria possa discutir e deliberar democraticamente os rumos que tomaremos, coletivamente, na luta em defesa de nossos salários.
Esta carta está sendo divulgada pela SECOM-UnB, três dias depois de sua primeira divulgação, porque a diretoria da ADUnB recusou-se a divulgá-la para todos os docentes por meio de seus canais de comunicação, rompendo assim, mais uma vez, com a tradição democrática de nossa entidade sindical, que sempre publicou todos os textos assinados por seus filiados, ou grupos de filiados. Esperamos que, doravante, a diretoria da ADUnB se abstenha de cassar o direito ao livre debate democrático entre os docentes da UnB.
Por fim, uma vez que a diretoria da ADUnB recusou-se até aqui a convocar Assembleia Geral para que a categoria discuta e delibere democraticamente sobre os caminhos a seguir na defesa coletiva de nossos salários, comunicamos a todos que estamos recolhendo assinaturas dos docentes para fazer valer o regimento de nossa seção sindical, que assegura que, com a assinatura de 10% dos sindicalizados, a diretoria da ADUnB fica obrigada a convocar imediatamente a Assembleia Geral.
Brasília, 23 de maio de 2010  

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

UnB Agência, 26/05/2011: Relatório afirma que Rede Globo feriu Código de Ética em matéria sobre CA's

Presente em: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5129

UnB Agência

COMUNIDADE - 26/05/2011

Relatório afirma que Rede Globo feriu Código de Ética em matéria sobre CA's

Documento produzido por comissão de professores criada para avaliar acusação de consumo de drogas e venda de bebidas foi entregue ao reitor

Thássia Alves - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Relatório da comissão criada pra avaliar reportagem exibida no programa DFTV sobre suposto consumo de drogas e comércio de bebidas alcoólicas nos Centros Acadêmicos da Universidade de Brasília concluiu que a Rede Globo de Televisão feriu o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. Quebra de decoro, prática indutiva, montagem de cenas, má-fé e editorialização dos fatos são condutas atribuídas à equipe de reportagem pelos professores que assinam o relatório. 

“A reportagem cumpriu o dever da imprensa para com o interesse público, mas, ao mesmo tempo, prestou um desserviço ao manipular fatos e informações”, diz o documento, entregue nesta quarta-feira pela comissão ao reitor José Geraldo de Souza Junior e encaminhado também à Rede Globo.

De acordo com o relatório, a reportagem, exibida em 14 de janeiro deste ano, utilizou imagens de diferentes Centros Acadêmicos, feitas em horários distintos, e as atribuiu ao CA de Geologia (CAGEO). “Uma tomada em que aparece alguém fumando um cigarro de maconha foi feita num contexto e atribuída a outro, onde não foi constatado o consumo de drogas ilícitas”, aponta o relatório. A apuração mostra que, para conseguir viabilizar a reportagem, um dos cinegrafistas se fez passar por estudante e usou a droga junto com um grupo de alunos. 

Também foi apontada má-fé na abordagem e na condução da fonte. Segundo o relatório, o prefeito do campus foi procurado pela equipe para conceder uma entrevista sobre segurança, mas não tratou do assunto. Paulo César também foi retratado erroneamente como vítima de cárcere privado. “Ele entrou na sala e ficou por livre e espontânea vontade durante três minutos e não dez, como noticiado”, mostra o documento. “Foi armada uma cilada para desmoralizá-lo”, afirma o professor Luiz Martins da Silva, da Faculdade de Comunicação (FAC), um dos integrantes da comissão. 

A reportagem também afirmou que, mesmo sendo acionada pelo prefeito, a equipe de segurança não foi ao local da festa. “O serviço de segurança estava presente no local. Porém, seguindo determinações do próprio prefeito, a equipe ficou afastada enquanto o prefeito atendia a repórter”, descreve o relatório.  

A comissão considerou ainda opinativos e tendenciosos os comentários do apresentador do DFTV Alexandre Garcia. “Ele disse que a UnB é uma universidade decadente há 25 anos. Ora, todo contexto de crescimento e produtividade foi ignorado”, afirma o professor Luiz Martins, que também é coordenador do projeto SOS Imprensa. “A consequência disso tudo é que houve uma distorção do que é a universidade. Condutas não comuns foram generalizadas e estereotipadas causando apreensão na comunidade externa e interna e dano à imagem”, explica. 

O relatório considera que, ao manipular fatos e informações, a reportagem trouxe “dano à imagem da UnB perante a população, que passou a ter ‘dados’ segundo os quais a universidade é um local de risco para seus freqüentadores que, em busca dos seus principais serviços – ensino, pesquisa e extensão –, acabam se deparando com oportunidades de práticas e consumos ilegais”. 

Além do professor Luiz Martins, a comissão é composta pelos professores Luciano Soares da Cunha, do Instituto de Geociências (IG), e Maria de Lourdes Ribeiro, técnica em assuntos educacionais do Decanato de Gestão de Pessoas (DGP). Foram entrevistados pelos integrantes da comissão Paulo César Marques, prefeito dos campi, um responsável pelo serviço de limpeza do campus, que optou por não se identificar, Edmilson Lima, chefe da Coordenação de Proteção ao Patrimônio (CoPP) e  Fabrício dos Santos, presidente do CAGEO. Procurada, a Rede Globo não quis prestar depoimento. 

OUTRO LADO – Em depoimento, o presidente do CAGEO, Fabricio dos Santos, conta que a confraternização dos alunos estava acontecendo com ordem quando um homem com uma mochila entrou na sala e disse estar à procura de um aluno da Química. Em seguida, ele deixou o espaço e foi até o Centro Acadêmico de Geofísica (CAGEF). Lá, os estudantes estavam jogando vídeo-game e fumando maconha. O cinegrafista abordou os alunos e perguntou onde poderia comprar drogas. Depois de questioná-los, se juntou ao grupo e também usou a droga.
Em seguida, o cinegrafista e a repórter voltaram à festa do CAGEO, passearam pela sala e, parando no caixa onde estava sendo vendida bebida alcoólica, a repórter perguntou se tinha vodca. Os profissionais compraram duas latas de cerveja e foram embora deixando um troco. Ao sair da sala, a profissional teria dito a um dos estudantes que era aluna do Jornalismo. O aluno viu quando a repórter e o cinegrafista entraram no carro da Rede Globo. 

Cerca de 1h30 depois, a equipe de reportagem, acompanhada pelo prefeito, voltou ao CA. “Nesse momento, quando um aluno percebeu o reflexo das luzes da câmara, fechou a porta”, afirma o relatório. Segundo o estudante, quando Paulo César afirmou que a entrada de uma autoridade não poderia ser impedida, os estudantes abriram a porta e pediram para que a repórter não entrasse. Ao contrário do que a reportagem noticiou, Paulo César não foi “retido” pelos alunos, diz o relatório.

Junto aos estudantes, o prefeito constatou o consumo de cervejas e cigarros. Porém, não identificou o uso de maconha ou de qualquer outra substância ilícita. Enquanto conversavam com Paulo César, Fabrício afirma que a jornalista insistia em empurrar a porta. “Foi quando houve o incidente em que a câmera mostra que ela teria ficado com o sapato preso, o que motivou que alguém, supostamente o cinegrafista, desse um pontapé na porta para liberar o pé da repórter”, disse o estudante. Enquanto esteve na sala, o prefeito disse que acionou a equipe de segurança, que chegou ao local.   

O presidente do CA afirma que em nenhum momento foi convidado a dar entrevistas sobre a reportagem. “Se isso tivesse acontecido, a repórter teria conseguido todas as informações sem precisar se infiltrar em uma festa, junto com sua equipe, disfarçados de convidados”, disse Fabricio. “Eles sofreram as consequências dos problemas que aconteciam no Corredor da Morte”, disse o professor Luciano Soares da Cunha, do Instituto de Geociências. 

RECOMENDAÇÕES – A comissão recomenda que as festas realizadas nos campi devem ser autorizadas pela Administração, independentemente do horário previsto para ocorrerem e do número de convidados. Os procedimentos para solicitar a autorização precisam ser divulgados no Portal da UnB e devem estar de acordo com as exigências da Diretoria de Serviços Gerais da Prefeitura, do Corpo de Bombeiros e demais órgãos competentes. Hoje, as festas precisam de autorização das unidades acadêmicas ou decanatos e só podem acontecer após às 22h. 

De acordo com o documento, foi verificado que quando as festas possuem autorização não há problemas de dano ao patrimônio, atos ilícitos ou tumultos. “Tudo fica em ordem e a limpeza é um procedimento normal”, diz um funcionário da Prefeitura não-identificado no relatório. Já nas festas clandestinas, o cenário muda: muita sujeira, mau uso do patrimônio público, furto de fechaduras e torneiras, vidros quebrados e até salas de aula arrombadas. “Nestes casos, além de fazer a ocorrência no livro preto, é acionado o Serviço de Segurança para que seja feita a ocorrência e comunicado à Diretoria de Serviços Gerais”, explica o servidor.

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quinta-feira, 26 de maio de 2011

UnB Agência, 24/05/2011: Inteligência artificial vai ultrapassar cérebro humano, diz cientista

Presente em: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5121

UnB Agência

FUTURO - 24/05/2011


Alexandra Martins/UnB Agência
Inteligência artificial vai ultrapassar cérebro humano, diz cientista

José Luís Cordeiro é um dos principais defensores da ideia de singularidade, que prevê um novo estágio da evolução para os próximos anos

Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Em algum momento entre 2029 e 2045, o computador será mais inteligente que o cérebro humano. É isso que preconiza a singularidade, conceito defendido por grupo de cientistas liderados pelo físico estadunidense Ray Kurzweil. “Um computador vai ter mais transistores que o cérebro humano tem neurônios”, afirmou o venezuelano José Luis Cordeiro, um dos principais pesquisadores do grupo, em palestra no Núcleo de Estudos do Futuro da UnB. Engenheiro, professor e autor de diversos livros, como O Desafio Latinoamericano e O Grande Tabu, é um dos principais divulgadores da singularidade no mundo.
Ele recordou a velocidade em que a tecnologia da informação evoluiu nas últimas décadas. “Há 30 anos não conhecíamos os computadores pessoais, há 20 anos os celulares foram inventados, há 10 surgiu o Google”, destacou. “Começamos na década de 1970 com o disquete de 8 polegadas, que armazenava apenas 1 kilobite de informação, hoje temos pen drives que armazenam gigabites, que equivalem a mais de 1 milhão de kilobites”.

A equiparação da inteligência artificial com a inteligência humana inspirou a criação da Universidade da Singularidade, no Vale do Silício da Califórnia (EUA). O grupo de Ray Kurzweil defende outras teorias polêmicas. “Já temos muitos cientistas estudando a velhice como uma doença curável”, afirma José Cordeiro. Para o grupo, o estudo de células humanas que não envelhecem pode sinalizar formas do ser humano superar a mortalidade. “Dois tipos de células humanas tem essa propriedade: as cancerígenas e as reprodutivas”, explica. “O estudo delas pode nos levar a descobrir como interromper o processo de envelhecimento”.

Na verdade, para os propagadores da ideia da singularidade, os avanços da ciência vão se unir para criar uma nova humanidade, mais evoluída, onde todos os nossos conceitos terão que ser repensados. “No futuro poderemos fazer um backup cerebral, transferir toda a nossa consciência para um computador”, afirma.

CONTROVÉRSIA – José Cordeiro admite que existam controvérsias com relação ao mau uso dessas novas tecnologias. “Isso sempre aconteceu. O fogo, por exemplo, pode ser usado tanto para aquecer quanto para queimar”. No caso das transformações previstas pelo grupo, José defende que ainda haverá a liberdade de escolha. “Depois da singularidade, as pessoas poderão decidir se vão ou não morrer”.

Para fazer as previsões que apontam para o futuro defendido pelos cientistas foram usados modelos matemáticos como a Lei de Moore, que a determina que a cada dois anos a capacidade de processamento dos computadores duplica. “Até agora a lei de Moore acertou todas as previsões”, afirma José Luis Cordeiro. 

O professor Marcos Formiga, coordenador do Núcleo de Estudos do Futuro da UnB, destaca que a singularidade é um tema recorrente nas pesquisas do núcleo. “Os livros do professor José são adotados na bibliografia dos nossos cursos”, afirma. “A singularidade é uma teoria muito profunda e é bastante usada nos estudos do futuro”.

Para Marcos Formiga, a ideia do ser humano driblar a morte ainda é um sonho distante. “No mínimo, no que diz respeito ao prolongamento da vida humana, eles estão certos. É isso é muito relevante para construir cenários para o futuro”, explica o professor. “Além disso, a singularidade é em essência uma teoria sobre o futuro bem fundamentada, por isso ela é estudada no núcleo”.

O professor Jorge Fernandes, do Departamento da Ciência da Computação (CIC), não acredita na promessa da singularidade a respeito da inteligência artificial. “Não haverá um sistema que supere a inteligência humana porque, no fim das contas, o ser humano estará no comando”, explica. “Acredito que no lugar de uma inteligência artificial isolada, o que já estamos presenciando é uma inteligência coletiva”, defende. “Basta ver as redes de computadores como a internet”.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.