UnB Agência
INTERNACIONALIZAÇÃO - 02/06/2011
Embaixadores conhecem possibilidades de acordos com a UnB
Atualmente, 456 estudantes e 158 professores estrangeiros estão na UnB. A Colômbia é o país que têm o maior número de alunos estudando aqui
A Universidade de Brasília convocou embaixadores lotados no Brasil para discutir possíveis acordos de cooperação com instituições de outros países. Quarenta e um representantes estiveram representados no encontro promovido nesta quinta-feira, no Auditório da Reitoria. Com a cooperação de outros países, a UnB pretende aumentar a avaliação dos cursos de pós-graduação com notas 5 e 6 na CAPES. “São cursos com avaliações muito boas, que dependem apenas de aumentar seu nível de internacionalização para chegar mais próximo da nota máxima”, disse Ana Flávia Granja e Barros, diretora do Assessoria de Assuntos Internacionais.
Ela explicou aos diplomatas que o ponto de partida para acordos de cooperação é um termo de compromisso, disponibilizado na página do INT em português, francês, espanhol e inglês. É com esse documento que o intercâmbio de estudantes, parcerias em pesquisas e realização de eventos podem ser efetuadas. “De acordo com as especificações de cada instituição, esse modelo pode sofrer alterações para atender às demandas”, conta. As universidades estrangeiras também podem apresentar propostas específicas, de acordo com suas demandas. “Nesse caso, os pesquisadores da UnB avaliam a sugestão”.
Atualmente, 456 estudantes e 158 professores estrangeiros estão na UnB. A Colômbia é o país que mais tem alunos estudando aqui. São 142 estudantes. Já os docentes, em sua maioria, vêm da Argentina. O país com que a UnB possui mais acordos é a França. São 39 acordos de cooperação com instituições de ensino e pesquisa. Sendo 16 na modalidade de co-tutela, onde dois professores, um da UnB e outro da instituição estrangeira, dividem a orientação de uma mesma tese de doutorado. “Ao final, o estudante recebe dois diplomas. Atualmente temos 20 projetos em cotutela e pretendemos aumentar esse número”, afirmou Ana Flávia.
Ria Uki Suharsi, segunda secretária da embaixada da República da Indonésia, disse que uma das dificuldades para firmar acordos de cooperação com a universidade é a língua. Naquele país, o idioma oficial é o indonésio, e se fala também sundanês e javanês, mas muito pouco inglês, por exemplo. Ana Flávia disse que um dos objetivos da UnB é oferecer cursos e disciplinas em outras línguas. “É uma forma de tornar a universidade mais atrativa para instituições e estudantes estrangeiros. Acreditamos que em um ou dois anos teremos essa política estabelecida na universidade", afirmou. "Atualmente o que fazemos é permitir, por meio de combinação com os professores, que estudantes estrangeiros possam fazer seus trabalhos em inglês ou outra língua”.
Abdeslam Maleh, conselheiro da embaixada do Marrocos, também acredita que a língua pode oferecer dificuldades, mas que não impossibilita parcerias. Segundo ele, na Universidade Mohammed V, localizada na capital Rabat, há uma cátedra de estudos em língua portuguesa. “Poderíamos criar na UnB uma cátedra de estudos marroquinos, por exemplo. Temos cursos em francês e inglês”, disse. Maleh afirmou que o maior problema é falta de divulgação das possibilidades de intercâmbio e parcerias. “Precisamos superar as nossas ignorâncias e das dos outros sobre nós”, afirmou.
Uma nova reunião será marcada em até 10 dias para embaixadores que possuem o frânces como segunda língua. O pedido foi feito por representantes de países árabes e africanos.
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