sexta-feira, 3 de junho de 2011

UnB Agência, 02/06/2001: UnB fará levantamento para melhorar acessibilidade nos campi

Presente em: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5163

UnB Agência

MINORIAS - 02/06/2011


Mariana Costa/UnB Agência
 
UnB fará levantamento para melhorar acessibilidade nos campi
Ponto de partida do estudo com conclusão prevista para o segundo semestre foi o envio de questionários para avaliar as limitações de acessibilidade em cada unidade acadêmica

Hugo Costa - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Os obstáculos e as falhas nas estruturas que dificultam a vida de estudantes com necessidades especiais na Universidade de Brasília começaram a ser listados no mês passado. O Programa de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais (PPNE) enviou questionários a 65 unidades acadêmicas para avaliar as limitações de acessibilidade dos institutos, faculdades e departamentos. O levantamento dará origem a uma pesquisa que apontará as intervenções necessárias para garantir uma educação mais inclusiva nos quatro campi.   
“Pensamos que com esse estudo conseguiremos dar início à solução de muitos desses problemas”, avalia o coordenador do programa, José Roberto Vieira. Cadeirante, ele vive no cotidiano as dificuldades de se locomover pela UnB. Entre as barreiras enfrentadas, destaca falta de rampas em locais como o Instituto Central de Ciências (ICC), elevadores quebrados e má qualidade das calçadas. “Temos, principalmente nos prédios mais antigos, uma imensa limitação de acesso”, afirma. A quantidade insuficiente de pistas tácteis também foi apontada como fator limitante para estudantes com deficiência visual.  
       
Mariana Costa/UnB Agência
A falta de rampas em locais como o ICC é uma das dificuldades para deficientes

A avaliação do PPNE não está restrita às instalações físicas. O questionário também abrange a qualidade do atendimento aos estudantes com deficiências e os níveis de acesso à comunicação e à tecnologia. “Temos percebido que em certas unidades há pouco conhecimento e falta preparo para lidar com essas pessoas com demandas específicas”, diz José Roberto. Segundo o coordenador, a universidade tem 68 alunos com necessidades especiais. Entre eles, 38 são cegos, surdos ou têm dificuldades motoras. Os demais apresentam dislexia ou outros problemas relacionados ao déficit de atenção. 

Mariana Costa/UnB Agência
Flagrante de desrespeito à lei: carro estacionado em rampa de acesso

Desrespeito – Os obstáculos enfrentados pelos portadores de necessidades especiais não se resumem a falhas nos serviços e estruturas da universidade. O descumprimento de leis e a falta de educação também são barreiras para a acessibilidade. A psicóloga escolar do PPNE lamenta que muitas das vagas reservadas aos estudantes com necessidades especiais nos estacionamentos da universidade sejam utilizadas por quem não tem direito. “É irritante o que muitas pessoas fazem. Os espaços reservados e os acessos muitas vezes são bloqueados e causam um enorme prejuízo para quem de fato precisa”, diz.
A conclusão da pesquisa do Programa de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais, que é vinculado à Vice-Reitoria, está prevista para o segundo semestre. As informações consolidadas serão encaminhadas ao Decanato de Ensino de Graduação.
Para viabilizar os estudos, foram oferecidas quatro bolsas financiadas pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação das Universidades Federais (Reuni) para estimular a participação dos alunos. Géssyca Sousa Santiago, do 4º semestre de Serviço Social, é uma das estudantes envolvidas na pesquisa. “Essa é uma área que me interessa porque já tenho certo conhecimento”, afirma. Mesmo a par das demandas, ela relata ter ficado surpresa com a falta de estrutura da instituição para atender esse público de forma adequada. 
Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

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