sexta-feira, 3 de junho de 2011

UnB Agência, 27/05/2011: Comentários Secretário de Obras dá ultimato à construtora da UnB Ceilândia

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UnB Agência

NOVOS CAMPI - 27/05/2011

Secretário de Obras dá ultimato à construtora da UnB Ceilândia
Empresa deve apresentar justificativas e pedir nova prorrogação. Proposta é entregar todo o primeiro prédio no dia 26 de junho

João Campos - Da Secretaria de Comunicação da UnB

O secretário de Obras do DF, Luiz Pittmann, visitou as obras do novo campus da UnB Ceilândia nesta quinta-feira e deu um ultimato à construtora UniEngenharia: caso o primeiro prédio não esteja totalmente pronto até o dia 26 de junho, o contrato será encerrado e haverá multa por descumprimento de contrato. A empresa tinha prazo até 30 de maio para concluir o primeiro andar do prédio, mas a data não será cumprida mais uma vez.
Desde o início das obras foram sete adiamentos. Segundo o engenheiro responsável pelos prédios, Rogério Vedovelli, o bloco de laboratórios que deveria ser entregue em 30 de maio não ficará pronto a tempo e a conclusão do segundo bloco, previsto para 26 de junho, também será adiado. O GDF cogita encerrar o contrato com a UniEngenharia, mas teme que fazer outra licitação atrase ainda mais a conclusão das obras. "Não podemos mais esperar", diz a diretora da UnB Ceilândia, Diana Pinho. "É uma irresponsabilidade. Temos turmas do sexto e sétimo semestre que precisam de instalações específicas que hoje estão comprometidas para uma formação adequada”, critica Diana.   
A diretora de Edificações da Novacap, Maruska Lima de Sousa, afirma que o governo aguarda um documento da Uni Engenharia com justificativas para o novo atraso e o pedido de prorrogação do contrato. “Vamos analisar as justificativas antes de tomar uma decisão”, pondera. “Legalmente, o não cumprimento do contrato prevê a aplicação de multas diárias à empresa e até uma nova licitação”, completa. A Novacap fará a fiscalização no local quatro vezes por semana. O contrato para a construção da subestação de energia já foi retirado da UniEngenharia.
Segundo a arquiteta Adriana Valquíria Rosa, representante da Uni Engenharia, a empresa deve entregar uma carta com as justificativas e o comprometimento com novos prazos ainda este semestre nos próximos dias. “Tivemos pedidos de alteração nos projetos, chuvas, a crise no governo passado. Todos esses fatores acabam atrasando o andamento das obras”, argumenta ela.
Estudantes, professores e servidores do campus de Ceilândia aguardam a conclusão das obras há dois anos e meio. Um dos principais problemas da UnB Ceilândia é a falta de laboratórios. Segundo a professora Diana Pinho, é impossível receber os alunos do próximo semestre na atual conjuntura. “Já não acreditamos mais em promessas de novos prazos”, afirma. 

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UnB Agência, 30/05/2011: UnB elege delegados para Congresso da UNE

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UnB Agência

MOVIMENTO ESTUDANTIL - 30/05/2011


UnB elege delegados para Congresso da UNE
Serão 27 representantes da universidade no encontro que acontece em Goiânia. Eleição será nos dias 8 e 9 de junho

Leonardo Echeverria - Da Secretaria de Comunicação da UnB

O 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes (Conune) será nos dias 13 a 17 de julho, no campus da Universidade Federal de Goiás. São esperadas mais de 7 mil pessoas, discutindo temas como o Plano Nacional de Educação, assistência estudantil, fundações de apoio e a MP 520, que cria uma empresa pública para gerenciar todos os hospitais universitários do país.
A UnB terá 27 delegados no congresso. Quem quiser participar deve inscrever sua chapa com no mínimo sete integrantes até terça-feira, 31 de maio, na sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE). A eleição das chapas que vão representar a universidade acontece nos dias 8 e 9 de junho. Haverá urnas espalhadas pelo quatro campi. Todos os alunos podem votar.
Já na quinta-feira, 2 de junho, as chapas inscritas se encontram para um debate no Ceubinho, às 12h. O objetivo é apresentar suas propostas para serem levadas ao Conune. O DCE terá dois ônibus que vão levar os representantes da UnB até Goiânia.
Os integrantes das chapas candidatas devem se inscrever levando os seguintes documentos, de cada um dos integrantes: cópia de documento com foto e comprovante de matrícula.

SERVIÇO

Contatos:
Mel Gallo: 8443-3004
Bruno Borges: 9994-5350
Vítor Guimarães: 9946-5966

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UnB Agência, 01/06/2011: Políticas de cotas são avaliadas em audiência pública na universidade

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UnB Agência

DIVERSIDADE - 01/06/2011

Políticas de cotas são avaliadas em audiência pública na universidade
Ações para ampliar a presença da população negra em instituições de ensino superior públicas foram discutidas no Auditório da Reitoria

Hugo Costa - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Quase sete anos após a implantação das cotas raciais que reservam 20% das vagas de seus cursos de graduação para estudantes negros, a Universidade de Brasília sediou, na manhã de terça-feira, audiência pública para avaliar os resultados alcançados e debater a ampliação de políticas afirmativas. Sugerido pela senadora Ana Rita (PT-ES), o encontrou se estendeu por mais de quatro horas e lotou o auditório da reitoria. “Estou pronta para ouvir vocês e fazer um relatório mais fiel ao que os movimentos desejam”, disse em sua apresentação.  A parlamentar é a relatora na Comissão de Constituição e Justiça do Projeto de Lei da Câmara 180/2008, que trata de mudanças no acesso aos ensinos superior e técnico.
O desempenho de estudantes cotistas é muito similar ao dos que ingressaram pelo sistema universal, indicam os dados apresentados na audiência. Pesquisadora dos efeitos da implantação dessa política na UnB, a professora Maria Eduarda Tannuri-Pianto, do Departamento de Economia, trouxe informações de que é praticamente nula a diferença entre as notas de negros beneficiados e não beneficiados pelas cotas. No geral, os alunos brancos têm rendimento de 0,3 ponto maior em uma escala de 0 a 10.  Segundo os indicadores, as famílias dos estudantes negros são em média mais pobres e menos escolarizadas. Cerca de um quarto dos alunos afro-descendentes tem renda familiar inferior a três salários mínimos. Entre os brancos, o índice é de 8,3%. “Existe uma correlação entre raça e classe social”, disse.
Na análise da professora, o sistema de cotas pode gerar comportamentos opostos: o estudante admitido pode sentir-se estimulado por integrar uma universidade de prestígio ou acomodar-se pelo ingresso facilitado. O próximo passo dos estudos de Tannuri-Pianto é avaliar o desempenho e o reconhecimento dos alunos beneficiados em seus empregos. “Essa pesquisa só vai estar completa quando soubermos como os cotistas estão no mercado de trabalho”, afirmou.       
Procurador de Justiça e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Augusto Werneck comparou os sistemas de cotas adotados na UnB e em universidades fluminenses. Ele considera o modelo de Brasília “mais puro e mais autêntico” por ter surgido de manifestações acadêmicas. No Rio, a reserva de vagas é determinada desde 2001 por leis estaduais. Werneck mostrou-se favorável à implementação de cotas para afro-descendentes também em programas de estágio e no serviço público. “Precisamos reparar a grande dívida social que o Brasil tem com os negros”, defendeu.
Símbolo do movimento negro no país, o frei David Santos parabenizou as políticas adotadas na seleção da UnB classificadas como “firmes e corajosas”, mas criticou de forma geral os processos de admissão ao ensino superior. “O vestibular foi e é um dos atos mais cruéis contra os pobres e os negros no Brasil”. Segundo ele, há no país um racismo institucional apoiado pelo não reconhecimento dos prejuízos causados pelo período de escravidão e pela falta de recursos e políticas públicas.  O frei é líder e fundador da Organização Não Governamental Educafro, que, entre outras atividades, promove cursos pré-vestibulares gratuitos para negros e pobres.
Após as apresentações iniciais, a plateia pode perguntar e fazer considerações sobre o assunto. Muitos pediram a ampliação das cotas para cursos de pós-graduação e outros segmentos. O grupo de estudantes Afroatitude cobrou a ampliação das bolsas destinadas a permanência de alunos negros na UnB.  Em um momento emocionante, a ex-empregada doméstica e hoje advogada Josefina Serra dos Santos ressaltou o valor da educação. Ela contou sua trajetória, da infância pobre do interior do Maranhão até assumir no início do ano a Coordenadoria para Assuntos da Igualdade Racial do Distrito Federal. “Sou filha de quebradeira de Babaçu e trabalhei 16 anos em casa de família”, contou antes de ser ovacionada pelos presentes. 
O reitor José Geraldo de Sousa Junior considera que audiências desse tipo tem “alto valor para a afirmação de direitos”. Ele lembrou da recente morte do professor e ativista negro Abdias do Nascimento (leia aqui) e disse que a adoção de uma política de cotas na UnB foi “um chamado para atender a uma obrigação social”. Após agradecer a participação dos movimentos e dos especialistas presentes, a senadora Ana Rita comprometeu-se a avaliar as reivindicações e a sugerir a inclusão de emendas ao PL 180/2008 e ao orçamento.
STF – Implantado no segundo semestre de 2004, o sistema de cotas da UnB não é uma iniciativa consensual. Há dois anos, o partido Democratas protocolou pedido de suspensão da reserva de vagas no Supremo Tribunal Federal (leia aqui). A alegação é de que a cor da pele não seria um fator limitante ao ingresso na universidade. Pelo menos duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade contra cotas também tramitam na mais alta corte do país. Ainda não há data para os julgamentos.  

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UnB Agência, 02/06/2011: Restaurante Universitário não abre nesta quinta-feira

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UnB Agência

COMUNIDADE - 02/06/2011

Restaurante Universitário não abre nesta quinta-feira
Funcionários da empresa Monte Sinai, que representam 65% dos trabalhadores do refeitório, não foram trabalhar porque não receberam vales-transporte

Ana Lúcia Moura - Da Secretaria de Comunicação da UnB

O Restaurante Universitário não abrirá nesta quinta-feira, 2 de junho. Quase todos os 150 funcionários da empresa Monte Sinai, que presta serviços para a Universidade de Brasília no refeitório, não foram trabalhar. Eles alegam que não receberam o vale-transporte do mês, previsto para ser pago até esta quarta-feira.
A direção do RU ainda não sabe quando poderá retomar as atividades. “Esperamos que o problema seja resolvido ainda hoje, mas ainda não conseguimos falar com a direção da empresa”, afirma Cristiane Costa, diretora do restaurante. O diretor da Monte Sinai, Raimundo Tanure, alega que o pagamento já foi feito e deve entrar na conta dos funcionários ainda hoje. “Houve um problema no processamento do banco onde depositamos os valores que nos impediu de fazer o pagamento antes”, justificou.
Cristiane explica que os trabalhadores da Monte Sinai representam maioria nos serviços ligados à cozinha, como produção e distribuição das refeições. “Sem eles, não há como viabilizar as atividades”, afirma. O restaurante conta com um total de 230 funcionários, dos quais 54 são servidores do quadro da UnB.

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UnB Agência, 02/06/2011: Senado derruba empresa pública dos hospitais universitários

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UnB Agência

SAÚDE - 02/06/2011

Senado derruba empresa pública dos hospitais universitários
Oposição estende a sessão deliberativa até a madrugada desta quinta-feira e as duas MPs 520 e 521 perdem a validade
- Da Assessoria de Comunicação do HUB

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) era a aposta do governo federal para resolver a situação precária dos 46 hospitais universitários do Brasil. Quase todos eles têm problemas de financiamento e trabalham com 26 mil funcionários – incluindo médicos e enfermeiros – em situação irregular. Porém, a criação da empresa foi derrubada na madrugada desta quinta no Senado.
A oposição conseguiu que a MP 520, que criava a EBSERH, não fosse votada e perdesse sua validade. A proposta já fora aprovada na Câmara, mas agora terá que ser reeditada e enviada novamente para análise dos parlamentares.

A MP visava, entre outros pontos, atender o Acórdão 1520/2006 do Tribunal de Contas da União (TCU). Em 2008, relatório do tribunal cobra uma série de medidas gerenciais, entre elas, a substituição de todos os funcionários precarizados e a criação de indicadores de avaliação de gestão, atenção à saúde, ensino e pesquisa.

A EBSERH seria responsável por manter o atendimento nos hospitais universitários, contratar pessoal pela CLT, implantar sistema único de gestão e apoiar atividades de ensino e pesquisa, tal como uma fundação.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que a derrubada das MPs é um recado ao governo. "Na violência, na truculência e no desrespeito às regras regimentais, todos perdem, e mesmo com a utilização do rolo compressor, nem sempre é possível o governo ganhar", afimou à Agência Senado.

POLÊMICA – O governo federal dava como certa a aprovação da MP 520. Em diversas ocasiões, o ministro da Educação Fernando Haddad manifestou esta convicção. Na manhã desta quinta-feira, o secretario de Ensino superior do Ministério da Educação, Luis Cláudio Costa, afirmou hoje ainda avalia o invalidação da MP pelo Senado. “Ainda estamos avaliando a extensão da situação para nos manifestar-mos sobre o assunto.

Segundo o relator da MP 520 na Câmara dos Deputados, Danilo Forte, o governo pode reeditar o documento por meio de projeto de lei em regime de urgência. Fonte considera que a discussão sobre a matéria deve ter a participação das universidades federais.

- As universidades precisam apresentar uma solução para um problema que é delas. Os gestores necessitam entrar neste debate, oferecendo respostas e serem protagonistas desta discussão.

O vice-reitor da Universidade de Brasília, João Batista, afirma que o posicionamento das universidades sobre a MP 520 foi tomado no fórum adequado, na Associação Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

- Os reitores decidiram não se posicionar sobre este assunto, não discutir esta matéria. Com a decisão ocorrida no Senado, voltamos à mesma situação, porque a questão sobre financiamento e pessoal continua aberta.

O assessor parlamentar da UnB, Júlio Araújo, explicou que as MPs 520 e 521 não podem mais ser votadas na atual legislatura, mas indicou que o governo poderia inserir uma emenda em outra medida provisória de modo a aprovar esses dois assuntos. Araújo considera que as universidades têm pouco poder de intervenção no encaminhamento das MPs, sobretudo no que diz respeito à 520.

- As universidades estão divididas sobre este tema. Caso houvesse um consenso, poderiam fazer um movimento e pedir à oposição a aprovação dessa medida. Tal como estamos, somos um pólo menor nesta discussão.

EUFORIA – No meio sindical, em uma semana, os sindicalistas foram do desânimo à euforia. Rolando Malvásio Júnior, coordenador geral da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra),  considera positiva a derrubada da MP 520. “Hoje é um dia para não ser esquecido por nenhum de nós, pois lavamos a nossa alma”, disse.

Na última quinta-feira, o mesmo dirigente afirmara que a aprovação da MP 520 na Câmara dos Deputados havia sido um duro golpe no serviço público. “Foi a segunda ou terceira maior derrota dos movimentos sociais na última década ocorrida pelas mãos de um governo que dizia ser oriundo das classes trabalhadoras, mas que está claramente a serviço do grande capital.
A MP 520 foi alvo de discussões no Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União, que se posicionaram contra a matéria em evento realizado em abril, na Procuradoria Geral da República. Na semana passada, o Partido da Social Democracia Brasileiro (PSDB) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o documento, o partido acredita que o objetivo da medida  era “permitir que a contratação de pessoal para os hospitais universitários escape à obrigatoriedade do concurso público”.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

UnB Agência, 02/06/2011: Embaixadores conhecem possibilidades de acordos com a UnB

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UnB Agência

INTERNACIONALIZAÇÃO - 02/06/2011

Embaixadores conhecem possibilidades de acordos com a UnB
Atualmente, 456 estudantes e 158 professores estrangeiros estão na UnB. A Colômbia é o país que têm o maior número de alunos estudando aqui

Thássia Alves e Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB

A Universidade de Brasília convocou embaixadores lotados no Brasil para discutir possíveis acordos de cooperação com instituições de outros países. Quarenta e um representantes estiveram representados no encontro promovido nesta quinta-feira, no Auditório da Reitoria. Com a cooperação de outros países, a UnB pretende aumentar a avaliação dos cursos de pós-graduação com notas 5 e 6 na CAPES. “São cursos com avaliações muito boas, que dependem apenas de aumentar seu nível de internacionalização para chegar mais próximo da nota máxima”, disse Ana Flávia Granja e Barros, diretora do Assessoria de Assuntos Internacionais. 

Ela explicou aos diplomatas que o ponto de partida para acordos de cooperação é um termo de compromisso, disponibilizado na página do INT em português, francês, espanhol e inglês. É com esse documento que o intercâmbio de estudantes, parcerias em pesquisas e realização de eventos podem ser efetuadas. “De acordo com as especificações de cada instituição, esse modelo pode sofrer alterações para atender às demandas”, conta. As universidades estrangeiras também podem apresentar propostas específicas, de acordo com suas demandas. “Nesse caso, os pesquisadores da UnB avaliam a sugestão”.

Atualmente, 456 estudantes e 158 professores estrangeiros estão na UnB. A Colômbia é o país que mais tem alunos estudando aqui. São 142 estudantes. Já os docentes, em sua maioria, vêm da Argentina. O país com que a UnB possui mais acordos é a França. São 39 acordos de cooperação com instituições de ensino e pesquisa. Sendo 16 na modalidade de co-tutela, onde dois professores, um da UnB e outro da instituição estrangeira, dividem a orientação de uma mesma tese de doutorado. “Ao final, o estudante recebe dois diplomas. Atualmente temos 20 projetos em cotutela e pretendemos aumentar esse número”, afirmou Ana Flávia. 

Ria Uki Suharsi, segunda secretária da embaixada da República da Indonésia, disse que uma das dificuldades para firmar acordos de cooperação com a universidade é a língua. Naquele país, o idioma oficial é o indonésio, e se fala também sundanês e javanês, mas muito pouco inglês, por exemplo. Ana Flávia disse que um dos objetivos da UnB é oferecer cursos e disciplinas em outras línguas. “É uma forma de tornar a universidade mais atrativa para instituições e estudantes estrangeiros. Acreditamos que em um ou dois anos teremos essa política estabelecida na universidade", afirmou. "Atualmente o que fazemos é permitir, por meio de combinação com os professores, que estudantes estrangeiros possam fazer seus trabalhos em inglês ou outra língua”.

Abdeslam Maleh, conselheiro da embaixada do Marrocos, também acredita que a língua pode oferecer dificuldades, mas que não impossibilita parcerias. Segundo ele, na Universidade Mohammed V, localizada na capital Rabat, há uma cátedra de estudos em língua portuguesa. “Poderíamos criar na UnB uma cátedra de estudos marroquinos, por exemplo. Temos cursos em francês e inglês”, disse. Maleh afirmou que o maior problema é falta de divulgação das possibilidades de intercâmbio e parcerias. “Precisamos superar as nossas ignorâncias e das dos outros sobre nós”, afirmou. 

Uma nova reunião será marcada em até 10 dias para embaixadores que possuem o frânces como segunda língua. O pedido foi feito por representantes de países árabes e africanos. 

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UnB Agência, 02/06/2001: UnB fará levantamento para melhorar acessibilidade nos campi

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UnB Agência

MINORIAS - 02/06/2011


Mariana Costa/UnB Agência
 
UnB fará levantamento para melhorar acessibilidade nos campi
Ponto de partida do estudo com conclusão prevista para o segundo semestre foi o envio de questionários para avaliar as limitações de acessibilidade em cada unidade acadêmica

Hugo Costa - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Os obstáculos e as falhas nas estruturas que dificultam a vida de estudantes com necessidades especiais na Universidade de Brasília começaram a ser listados no mês passado. O Programa de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais (PPNE) enviou questionários a 65 unidades acadêmicas para avaliar as limitações de acessibilidade dos institutos, faculdades e departamentos. O levantamento dará origem a uma pesquisa que apontará as intervenções necessárias para garantir uma educação mais inclusiva nos quatro campi.   
“Pensamos que com esse estudo conseguiremos dar início à solução de muitos desses problemas”, avalia o coordenador do programa, José Roberto Vieira. Cadeirante, ele vive no cotidiano as dificuldades de se locomover pela UnB. Entre as barreiras enfrentadas, destaca falta de rampas em locais como o Instituto Central de Ciências (ICC), elevadores quebrados e má qualidade das calçadas. “Temos, principalmente nos prédios mais antigos, uma imensa limitação de acesso”, afirma. A quantidade insuficiente de pistas tácteis também foi apontada como fator limitante para estudantes com deficiência visual.  
       
Mariana Costa/UnB Agência
A falta de rampas em locais como o ICC é uma das dificuldades para deficientes

A avaliação do PPNE não está restrita às instalações físicas. O questionário também abrange a qualidade do atendimento aos estudantes com deficiências e os níveis de acesso à comunicação e à tecnologia. “Temos percebido que em certas unidades há pouco conhecimento e falta preparo para lidar com essas pessoas com demandas específicas”, diz José Roberto. Segundo o coordenador, a universidade tem 68 alunos com necessidades especiais. Entre eles, 38 são cegos, surdos ou têm dificuldades motoras. Os demais apresentam dislexia ou outros problemas relacionados ao déficit de atenção. 

Mariana Costa/UnB Agência
Flagrante de desrespeito à lei: carro estacionado em rampa de acesso

Desrespeito – Os obstáculos enfrentados pelos portadores de necessidades especiais não se resumem a falhas nos serviços e estruturas da universidade. O descumprimento de leis e a falta de educação também são barreiras para a acessibilidade. A psicóloga escolar do PPNE lamenta que muitas das vagas reservadas aos estudantes com necessidades especiais nos estacionamentos da universidade sejam utilizadas por quem não tem direito. “É irritante o que muitas pessoas fazem. Os espaços reservados e os acessos muitas vezes são bloqueados e causam um enorme prejuízo para quem de fato precisa”, diz.
A conclusão da pesquisa do Programa de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais, que é vinculado à Vice-Reitoria, está prevista para o segundo semestre. As informações consolidadas serão encaminhadas ao Decanato de Ensino de Graduação.
Para viabilizar os estudos, foram oferecidas quatro bolsas financiadas pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação das Universidades Federais (Reuni) para estimular a participação dos alunos. Géssyca Sousa Santiago, do 4º semestre de Serviço Social, é uma das estudantes envolvidas na pesquisa. “Essa é uma área que me interessa porque já tenho certo conhecimento”, afirma. Mesmo a par das demandas, ela relata ter ficado surpresa com a falta de estrutura da instituição para atender esse público de forma adequada. 
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